segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Epílogo – The Rocker That Holds Me – MARATONA

— Foi ótimo apresentar para vocês, Nova York!
A multidão estava ficando louca, gritando por mais enquanto Joe terminava o show. Era um concerto de dia, que era como a maioria dos concertos dos Asas do Demônio eram estes dias. Raramente nesta pequena turnê eles fizeram um show de noite. Mas os fãs ainda estavam crescendo. Só porque eles tinham mudado seu estilo de vida não significava que os Asas do Demônio tinham perdido sua base de fãs.
— Vocês sabem que amo todos vocês e não poderia fazer isso sem vocês. — Era assim que Joe sempre terminava um concerto. Mostrando apreciação e certificando-se de que toda a banda tinha a sua quota de atenção. — Nick na bateria ama vocês... Shane no baixo adora vocês... Meu homem Drake aqui é louco por vocês. — Joe tocou a mão ao seu coração. — E vocês sabem que, com exceção das minhas duas meninas favoritas no mundo, vocês são minha vida.
Eu sorri quando ele se virou e me soprou um beijo, o anel de prata na mão esquerda refletindo a luz do sol. Deus, eu me apaixonava mais por esse homem a cada dia, porra!
— E assim, com uma última canção nós vamos deixar vocês. Mas saibam que estarão para sempre em nossos corações! Vocês conhecem essa música. Solicitaram-na mundialmente, tornando-a número um por quatro meses consecutivos. Ajudem-me, cantem junto.
Meu coração derreteu enquanto ouvia as palavras que fizeram parte da nossa rotina noturna durante os dois últimos anos. Sleeping Angel era a canção de ninar de nosso anjo e Mia não conseguia dormir sem seu pai cantando para ela. Mas não pense que só porque Joe era um pai, agora ele estava completamente mole. Algumas pessoas tinham se perguntado se ele tinha perdido sua borda de roqueiro quando Sleeping Angel tinha ficado famosa. Todos haviam ficado aborrecidos porque temiam que os Asas do Demônio só iam ser sobre amor sentimental pelas mulheres em suas vidas.
Eles não precisavam se preocupar. Joe ainda tinha muito do passado sobre o que escrever. Só porque Sleeping Angel era número um nas paradas de rock não quer dizer que esse era o único sucesso de seu mais recente álbum. A música podia ser tão escura, às vezes, quanto sentimental.
Ouvindo Joe cantar sua canção favorita, a criança se mexeu nos meus braços e eu pousei-a em seus pés.
Antes de você enlouquecer e pensar que eu submeti minha filha a um show de rock, relaxe. Tínhamos acabado de deixar nosso próprio ônibus privado - que havia sido projetado para uma família com um filho - pouco tempo depois de Mia ter acordado de sua soneca da tarde. Mas Mia sempre queria ver o fim dos shows de seu pai. Dizer que ela era uma filhinha de papai era um eufemismo enorme.
Partia meu coração um pouco que ela preferiria ter seu pai do que eu, mas eu estava aprendendo a viver com isso. Joe e eu ainda falamos sobre ter outro bebê. Mas isso era algo que eu queria esperar um pouco mais. Mesmo se eu fosse apenas a segunda melhor para Mia, eu nunca me cansava de mimar a menina. Ter outro bebê agora seria tirar isso.
Ela se agarrou a minha perna, ainda um pouco assustada com as multidões que estavam sempre nos shows dos Asas do Demônio. Mas, como seu pai estava sentado ali no palco cercado por todos os homens de sua vida que Mia sabia que nunca deixariam nada machucá-la, ela me soltou. Antes que eu pudesse me mover ela saiu correndo, suas perninhas gordinhas se movendo mais rápido do que eu já tinha visto antes.
— Papai, papai, papai! — Mia se jogou nos braços abertos de seu pai e abraçou com força enquanto ele continuava a cantar só para ela.
Durma meu anjo. — A voz de Joe assumiu o tom mais suave que ele reservava apenas para Mia, quando ele cantava para ela dormir em seus braços todas as noites.
Eu balancei a cabeça, sabendo que a visão do roqueiro grande e mau com a pequena réplica minúscula de mim em seus braços estava fazendo as fêmeas na multidão mais profundamente apaixonadas por ele a cada segundo. Mas eu estava bem com isso.

Porque, com a exceção do nosso anjo, eu era a única mulher a ocupar o coração de Joe. 

~*~

Espero que tenham gostado dessa história ^^
Não sei quando começarei a postar a próxima, mas espero que seja o mais rápido possível haha 
Comentem, amores <3 Beijos.

Capítulo 15 – The Rocker That Holds Me – MARATONA

Os hormônios da gravidez são uma coisa assustadora. Eles deixam você em uma pilha de lenços imprestáveis e travesseiros molhados. Eles fazem você pensar coisas que nunca pensaria normalmente. Como fugir da única vida que você alguma vez conheceu, das pessoas que sempre te protegeram e amaram. Eles fazem você puto da vida com o mundo.
Eu me tranquei no meu quarto e liguei o computador. Tínhamos apenas estado nessas férias estúpidas menos de uma semana e eu estava pronta para terminá-las. Eu queria que Joe e os outros fossem embora. Eu queria que eles partissem. Eu queria...
Eu não sabia o que queria, ok?!
Desde que eu tinha cinco anos, meus rapazes têm estado na minha vida. Quando fui morar com eles aos 15 anos, eu sabia que estava finalmente em casa. Eles eram o meu porto seguro. Eu sempre pensei que, desde que eu tinha esses quatro homens comigo, eu nunca teria que me preocupar com nada novamente. Mas agora, eu quero contemplando deixá-los para trás! Esse foi o pensamento mais assustador que já me percorreu.
Passei três horas procurando exatamente o que eu queria e depois analisei minha conta corrente para ver como estava. Eu tinha três milhões de dólares em minhas economias e um pouco mais de um em minha conta do dia-a-dia. Sim, Rich pagava-me muito bem.
Chame-me de covarde. Eu não me importo. Mas eu não ia ficar e ser submetida a mais do que eu tinha testemunhado quando voltei do médico. Eu não estava emocionalmente estável o suficiente para esconder meus sentimentos por esse homem estúpido e seria amaldiçoada se eu iria deixá-lo ter esse tipo de poder sobre as minhas emoções quando percebesse que eu estava apaixonada por ele.
Fazer as malas é algo em que me tornei uma especialista. Me levou menos de uma hora para ter tudo que eu precisava em minhas malas. Depois de um banho sentei-me na beira da minha cama e esperei que a casa ficasse tranquila. Não havia música tocando lá embaixo na praia, mas eu não tinha deixado o meu quarto para verificar o que estava acontecendo. Pelas risadinhas femininas e risos masculinos profundos não demorou muito para descobrir que eles estavam tendo um inferno de um bom tempo.
Por volta das duas horas, a música parou. Um pouco mais tarde havia portas se fechando e eu finalmente saí para verificar tudo. A casa estava escura. Todo mundo estava na cama, ou tinham partido uma vez que tínhamos decidido que as mulheres não iam ficar na casa. Recusei-me a verificar o quarto de Joe para saber em que estado ele estava. Se eu não o encontrasse na cama, então tinha certeza de que eu não iria sobreviver.
No meu quarto eu usei meu celular para ligar para um táxi e, em seguida, trouxe minha bagagem pelas escadas o mais silenciosamente que pude. O motorista estava parando na calçada, quando vi uma luz acender no andar de cima.
Meu coração parou quando percebi que era o quarto de Joe. A cortina se contraiu e eu vi seu rosto aparecer na janela. Eu me virei e comecei a jogar minhas coisas na parte de trás da cabine antes de o motorista ter tempo de sair.
Havia apenas a minha mala grande sobrando. Eu estava desesperada para partir. O motorista pegou-a assim que a porta da frente se abriu e Joe veio correndo.
— Demi!
— Por favor, depressa. — Eu implorei ao senhor.
— Pare! — Joe gritou. — O que diabos você está fazendo? — Estendi a mão para a porta da parte de trás do táxi, mas ele chegou a mim antes que eu pudesse abri-la. Seus dedos bloquearam em torno de meus braços e viraram-me para encará-lo. — Onde você vai?
— Embora. — Cuspi a palavra para ele.
A lâmpada da rua lançava luz suficiente que eu vi que seu rosto estava lívido e pálido.
— Que porra! Você não está saindo. Você não pode sair. — Sua voz falhou e seu agarre em meus braços apertou, me fazendo guinchar de dor, mas ele não me liberou. — Volte para a casa.
— Por quê? — Eu exigi. — Por que eu deveria ficar aqui? Para você poder me atormentar com todas essas vadias? Para poder esfregar na minha cara com o que eu nunca poderei ter? — Uma risada sem graça me escapou. — Obrigada, mas não obrigada. Estou cansada de tudo isso. Cansada de ver as diferentes mulheres que entram e saem de sua cama. Cansada de sonhar com algo que eu sei que nunca poderei ter.
— O que você está falando? — Ele exigiu. — Não houve ninguém na minha cama em meses! Jesus Cristo, Demi. Você está cega? Você não pode ver como me sinto sobre você?
Sua pergunta me confundiu. Eu não poderia evitar a carranca que franziu a minha testa.
— Que sentimentos?
Ele fechou os olhos e balançou a cabeça.
— Por favor, D. Volte para a casa e vamos conversar. Não me deixe, baby. Por favor, não vá.
Eu não sabia o que devia fazer. Meu cérebro estava gritando para eu entrar no táxi e ir embora. Que esta não era a vida para a qual eu deveria trazer meu bebê. Como eu poderia trazer uma criança para o nosso mundo que estava cheio de festas e mulheres para os meus rapazes? Mas meu coração estava lutando com meu cérebro, exigindo que eu calasse a boca e fosse com Joe.
Vendo a indecisão no meu rosto, Joe olhou para o motorista e pediu ao homem para descarregar as minhas coisas. Ele deu uma gorjeta generosa ao homem então me segurou até que o táxi tinha se afastado e desaparecido na noite antes de alcançar minhas malas.
— Vamos, baby. — Ele pediu suavemente.
Eu o segui muda até a casa de praia. Ele largou minhas malas no corredor perto da porta e, em seguida, agarrou a minha mão. Joe me puxou para cima das escadas e para seu quarto, onde ele trancou a porta e, em seguida, empurrou-me para sentar na beirada da cama. Ainda segurando na minha mão, ele se agachou na minha frente, obrigando-me a olhar para ele.
— Para onde você estava indo D? — Ele sussurrou com voz rouca.
Dei de ombros.
— Em algum lugar onde não tivesse groupies e vadias por toda a parte.
Joe fez uma careta.
— Elas são realmente tão perturbadoras assim para você? Agora, depois de todos os anos que você viveu com a gente?
Eu olhei para ele.
— O que você acha? Devo querer ter esse bebê e submetê-lo a todas aquelas vadias em uma base diária? Devo deixá-la ver o que você realmente gosta, o roqueiro egoísta que tem que ter todas as suas adoradoras groupies penduradas no braço enquanto eu, sua mãe, tem que observar das linhas laterais?
Sua cabeça foi para trás como se eu tivesse fisicamente lhe dado um tapa.
— Isso é como você se sente? Como se tivesse que assistir das linhas laterais? — Ele soltou a minha mão e segurou meu rosto em suas mãos. — Você não sabe que eu quero você ao meu lado? Você e só você?
Meu bufo não foi bonito.
— Isso é muito difícil de imaginar, Joe. Com essas vagabundas ontem me empurrando para longe de você tão rápido. E hoje com duas vadias se esfregando contra você como se estivessem no cio.
— Então você está com ciúmes! — Ele sorriu e eu queria dar um soco nele. Ou talvez até mesmo chutá-lo onde doía mais. Eu estava debatendo entre os dois quando ele riu de alegria pura e eu decidi que dar o tapa daria mais satisfação.
Isso tirou o sorriso do seu rosto. Ele olhou para mim com surpresa completa, seus dedos tocando a impressão vermelha e irritada de uma mão em seu rosto.
— Estou tão feliz que você acha tão engraçado esfregar essas putas na minha cara. Quem se importa que um pequeno pedaço do meu coração morre cada vez que vejo isso, certo?
— Oh, querida. — Ele balançou a cabeça. — Você realmente tem que abrir seus lindos olhos. — Ele pegou minha mão ardendo que estava vermelha de esbofeteá-lo e beijou o centro dolorido. — A única razão para aquelas meninas estarem em meus braços foi para que eu pudesse descobrir a verdade. Ontem eu suspeitei, mas hoje confirmou.
— O que você está falando?
Um pequeno sorriso inclinou seus lábios para cima.
— Eu tinha que ter certeza que você se sentia assim tão profundamente quanto eu me sinto por você. D, você estava me deixando louco de ciúmes. Você sabe que eu estive perto de matar o meu melhor amigo em uma centena de diferentes momentos nos últimos seis meses?
Meus olhos se arregalaram de surpresa.
— Nick? Por que você faria isso?
— Pelas mesmas razões por que fiquei louco quando você me disse que estava grávida. Eu não queria que ninguém além de mim pudesse tocar em você. Você é minha, D. Levou-me uma eternidade admitir isso para mim mesmo, mas quando eu fiz, não podia suportar a ideia de Nick ou Logan ou alguém sequer segurando sua mão e muito menos tocando em você. — Ele balançou a cabeça. — Na noite que Logan levou você para o hospital? Ele me ligou 10 vezes antes de eu atender. Eu tinha visto você deixar ele te beijar. Foda-se, eu estava com tantos ciúmes que não podia ver direito. E então eu toquei essa música e esperei que você saltasse em meus braços quando eu saísse do palco... Mas você se foi. Eu fiquei louco de raiva. Saí com raiva e me recusei a atender o telefone quando Logan começou a chamar. Eu não tinha ideia do que tinha acontecido com você. Então, quando finalmente ouvi uma das mensagens que ele deixou, eu... — Ele parou, engolindo em seco. — Você estava tão doente e lá estava eu agindo como uma criança petulante, porque você não caiu em meus braços como eu tinha sonhado.
Lembrar sua canção fez meu coração doer. Eu tinha tentado esquecer que Joe estava apaixonado.
— Eu não fiquei tempo suficiente para ouvir a sua música. Comecei a vomitar quando percebi que você estava... apaixonado. — A última palavra saiu um sussurro e eu tive que morder o lábio para evitar que tremesse.
Joe inclinou-se sobre os joelhos até que eu senti sua respiração no meu pescoço.
— Doce, doce Demi. — Ele murmurou. — Ainda assim tão cega. Como posso abrir os seus olhos, menina? Você precisa que eu soletre? Tenho sido um tolo por não perceber que você não podia ver o efeito que tem em mim? — Seus lábios roçaram o ponto sensível logo abaixo da minha orelha, me fazendo tremer. — Sim, eu estou apaixonado. Existe essa brasa em meu coração que tomou conta de mim e não me vai deixar ir. — Ele cantou a última parte e lágrimas derramaram dos meus olhos.
Fui tão cega.
Eu me recusei a ver que, enquanto eu estava tentando tão desesperadamente esconder meus sentimentos por Joe, ele vem tentando me mostrar os seus. As coisas nunca foram iguais entre mim e ele como eram entre mim e Nick, Drake, ou Shane. Havia sempre alguma corda invisível que nos conectava, que segurava o meu coração em um local diferente de onde os outros estavam. Eu sabia disso quando vim morar com eles aos 15 anos. Eu sabia e me recusei a ver, porque quando você não tem nada, você luta por tudo o que tem e fica com muito medo de perdê-lo.
Foi por isso que a minha noite roubada com Joe foi tão fácil de tomar e manter segura em meu coração. Era por isso que era tão fácil amar o bebê crescendo dentro de mim. Joe e eu estávamos destinados a ficar juntos.
— Eu te amo, D. Com tudo dentro de mim, eu te amo. Você é o meu sonho favorito tornado real e eu nunca quero deixar você ir. — Seus lábios acariciaram meus olhos, limpando as minhas lágrimas. — Eu preciso de você para respirar. Você mantém o mundo à tona quando tudo está ficando louco.
— Eu te amei por tanto tempo, Joe. — Sussurrei. — Você foi meu príncipe negro na armadura enferrujada quando eu era criança. Agora você se tornou a minha razão para levantar a cada manhã. Os últimos anos, observando você com seus casos de uma noite, lentamente me mataram. Eu odeio instantaneamente qualquer mulher que olha para você.
— Oh baby, me desculpe. Eu não tinha ideia. — Ele segurou meu rosto. — Elas não significaram nada, D. Eu juro. Elas eram apenas algo que me distraía de fazer o que eu sabia que não deveria. Quando você veio morar com a gente eu queria você. Eu pensei que estava me transformando em algum pedófilo demente e me odiava. — Joe soltou um suspiro de frustração, e eu entendi seus motivos para odiar a si mesmo por esses sentimentos. Eu não era a única com uma infância horrível... — Então percebi que era apenas você, mas isso não me fez sentir melhor. Então eu usei as outras meninas para afastar minha mente - e outras coisas - do que eu mais queria.
— Os sonhos começaram há alguns anos atrás. Eu acordava no meio da noite com meu pau tão duro e tomava todo o poder da minha vontade para não procurar o calor de seus braços para que pudesse tornar meus sonhos realidade. — Um longo dedo traçou a plenitude do meu lábio inferior. — É por isso que a nossa noite juntos não me surpreendeu. Eu apenas achei que tinha sido mais um sonho.
— Eu pensei que você não sabia que era eu. Eu me odiava por ter tirado vantagem de você assim. Mas vivia das lembranças. — Eu emaranhei meus dedos em seus cabelos. — Aquela noite foi mais do que eu jamais poderia ter esperado. — E hoje à noite... Hoje à noite ele estava concretizando todos os meus sonhos.
Joe deu um beijo suave em meus lábios, se demorando apenas por um momento antes de se afastar.
— Quando você fugiu de mim no shopping, fiquei um pouco louco. Eu não poderia encontrá-la e foi a pior sensação que eu já experimentei. Até esta noite. Ver esse táxi e perceber que você estava prestes a me deixar... Meu coração realmente parou, Demi.
— Eu não poderia lidar com essas garotas penduradas em você, Joe. Eu te amo tão obsessivamente e pensei...
Lágrimas obstruíram minha garganta e eu era incapaz de falar.
Ele me beijou novamente.
— Só uma manobra para ver se você estava com ciúmes, meu amor. Nada mais. Assim que eu vi você se afastar da porta, desembaracei-me e empurrei-as para Nick, logo que ele veio para fora. Eu não fiquei lá depois. Passei o resto da noite assistindo Sports Center e bebendo cerveja na sala de estar enquanto planejava meu próximo passo para fazer você ver que eu estou apaixonado por você.
Suas palavras estavam curando todas as rachaduras no meu coração. Eu não acho que alguma vez tinha estado tão feliz como estava naquele momento. Nunca sonhei que Joe e eu jamais iríamos estar juntos, e aqui estava ele me dando tudo que eu sempre quis.
Seu amor!
— Você não vai me deixar, D? — Ele sussurrou contra meus lábios. Ele tinha um gosto tão bom que gemi.
Balancei a cabeça.
— Não, nunca.
Joe roçou seu nariz contra o meu.
— E você me ama, não é?
— Sim. — Eu respirei enquanto ele segurou meu peito.
— Quer se casar comigo, minha Demi? — Seus dedos estavam jogando com os meus. Entrelaçando, acariciando.
Um choque de pura felicidade passou por mim. Minha respiração ficou presa no meu peito e eu não conseguia parar as lágrimas que derramaram de meus olhos.

— Sim.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Capítulo 14 – The Rocker That Holds Me – MARATONA

Eu dormi sozinha naquela noite. Chame-me infantil e imatura, não me importo. Eu chamo isso de proteção. Após o episódio no shopping e minha batalha com os meus ciúmes, eu não podia lidar com passar outra noite nos braços de Joe sem transmitir os meus sentimentos.
Então eu tranquei minha porta quando fui para a cama naquela noite e não me movi quando ouvi Joe bater.
— D, por favor, não faça isso. — Ele tinha chamado, mas eu tinha apenas continuado na minha cama.
Esta manhã eu já tinha tomado banho e estava vestida, mas não estava pronta para ir para baixo e ser legal para todos. Então sentei na minha cama com meu cabelo ainda úmido e meu laptop aberto. Havia alguns e-mails que eu tinha que lidar de Rich. Ele não estava feliz com os caras não saírem em turnê em setembro e eu não estava surpresa. Eu não sabia o quanto Joe havia dito ao seu empresário, mas estava ciente de que o idiota estava me culpando.
Depois de lidar com os e-mails de negócios, eu peguei meu telefone, tirei uma foto de mim dando o dedo do meio e mandei uma mensagem para Rich Branson. Sim, eu realmente dava a mínima para o que ele pensava de mim. Que seja.
Eu estava navegando na net à procura de opiniões sobre Obstetras locais/ginecologistas quando recebi uma mensagem de resposta.
A gravidez realmente acalmou sua atitude de cadela, princesa. NÃO.
Em vez de ligar para ele a gritar por me chamar de “princesa”, eu só enviei novamente a imagem de mim dando-lhe o dedo e joguei meu celular de lado. Uma hora mais tarde, eu estava fora do meu quarto e lá embaixo. Nick estava assistindo algum filme de zumbi nojento na tela plana na sala de estar e eu gostaria de ter tempo para sentar e ver com ele.
— Onde você vai? — Ele perguntou quando peguei as chaves para o SUV.
— Consegui uma consulta em um médico. — Eu disse por cima do meu ombro. — Eles tinham um cancelamento esta tarde e foram capazes de me espremer na agenda, eu tenho que ir ou vou me atrasar.
Ele me seguiu para fora da porta.
— Onde está Joe? Você não acha que ele deveria ir com você?
Dei de ombros.
— Ele não estava em seu quarto e não tenho tempo para me preocupar com isso. — Subi para o banco do motorista e comecei a perfurar o endereço para o complexo médico no GPS.
Nick pulou ao meu lado.
— Alguém deveria ir com você. — Ele me deu um olhar duro que me disse para não discutir. Não que eu faria. Estava feliz em ter sua presença e o apoio de alguém que me amava.
Com um sorriso, saí da garagem e dirigi para a Cidade do Panamá.
A equipe foi amigável e profissional. Eu tive que preencher formulários incontáveis quando cheguei. Família, seguros e história médica pessoal. Havia uma página inteira sobre o meu período. Quando foi meu primeiro período? Quantos dias meu fluxo durava? Quão frequente é meu ciclo? Na parte de trás havia ainda mais perguntas pessoais. Quantos parceiros sexuais você já teve? Você já teve/tem atualmente uma DST?
Nick sentou-se pacientemente ao meu lado enquanto eu preenchia tudo e voltou comigo quando a enfermeira chamou meu nome. Não deixei de notar que Joe deveria ter estado comigo hoje. E eu estava sentindo a necessidade de sua presença enquanto a visita avançava. Eu tentei ligar para ele duas vezes, enquanto esperávamos para o médico entrar, mas ele não estava atendendo. Eu imaginei que ele estava se vingando por eu não o ter deixado passar a noite.
Quando a Dra. Morgan entrou na sala fiquei surpresa com o quão bonita ela era. Em seus trinta e tantos anos, ela tinha uma beleza atemporal. Eu imaginei que ela seria assim bonita quando tivesse 80 anos. Ela me deu um sorriso amável e apertou minha mão.
— Olá Demetria. É bom conhecer você. — Ela ofereceu a mão para Nick. — Você é o pai?
— Não, senhora. Apenas um amigo.
A Dra. Morgan levantou uma sobrancelha, mas não comentou quando se sentou e colocou seu iPad na mesa pequena ao lado de sua cadeira.
— Bem, Demetria, diga-me um pouco sobre a sua gravidez.
— Eu estou com 19 semanas e é uma menina. — Não tinha certeza do que a médica queria, mas isso era tudo o que eu realmente sabia sobre a minha gravidez.
— E você só descobriu recentemente? — Eu assenti. — Tudo bem. Deixe-me dizer-lhe sobre algumas coisas que precisamos fazer. Nós temos que começar algum trabalho de sangue e preciso fazer um exame de Papanicolau. Estes são todos os testes de rotina para certificar de que você e o bebê estão saudáveis. Desde que você já está tão longe na sua gravidez, eu gostaria de fazer um outro ultrassom para obter algumas medições e para confirmar a sua data prevista de nascimento.
— Ok.
— Ótimo. — Ela puxou um pequeno aparelho do bolso do casaco. — Primeiro, eu gostaria de ouvir os batimentos cardíacos do bebê, se estiver tudo bem.
Sentei-me para trás e a médica levantou a minha camiseta. Colocou um pouco de gel sobre a extremidade do dispositivo e pressionou-o contra o meu abdome inferior. Ela moveu-o algumas vezes e, em seguida, a sala estava cheia com o ruído que não poderia ser confundido com nada exceto o batimento cardíaco do meu bebê.
— Isso é incrível. — Nick sussurrou de sua cadeira contra a parede.
Enviei-lhe um sorriso aguado.
— Eu sei.
— Foda-se, D. Isso é real, não é? Você vai realmente ter um bebê. — Ele esfregou as mãos sobre a sua cabeça careca.
A médica riu suavemente.
— Existe, inegavelmente, um bebê lá dentro. Parece bom. Uma pulsação forte. — Ela afastou o aparelho e usou uma toalha de papel para limpar o gel da minha pele. — Agora, a parte desagradável, Demetria. — Ela tirou um vestido e um cobertor de papel do armário debaixo da mesa onde o seu iPad estava. — Tire tudo. Eu vou sair, enquanto você se despe. O vestido abre na frente.
Eu esperei até que ela se foi antes de alcançar a minha camiseta. Nick levantou-se e virou as costas até que eu tinha o vestido de papel e o cobertor me cobrindo. Eu não tinha vergonha de ter Nick lá. Estávamos confortáveis com nossos corpos e a natureza da nossa relação que ele tinha me visto nua mais do que algumas vezes.
Quando eu tive meu primeiro período foi Nick que me comprou absorventes e depois me mostrou como usá-los. Isso pode parecer inadequado, mas não havia ninguém para me ajudar. Minha mãe estava desmaiada depois de uma noite de álcool, crack, e homens e eu estava aterrorizada com o que estava acontecendo com o meu corpo.
Um minuto depois, a médica voltou e eu tive minha primeira experiência com a tortura que era chamada de um exame de Papanicolau.
— Isso é apenas para verificar se há câncer cervical e DST. — A Dra. Morgan explicou quando fez algo que me fez choramingar. No segundo seguinte, estava tudo acabado. — Parece bom, Demetria. Seu colo está agradável e fechado. — Ela tirou as luvas e jogou-as no lixo antes de lavar as mãos.
— Minha enfermeira vai entrar e tomar um pouco de sangue. Não surte porque ela vai trazer vários frascos. — Ela olhou para Nick. — Certifique-se de que ela coma em breve. — Ele acenou com a cabeça. — Eu quero fazer um ultrassom, mas meu técnico está doente hoje. Você pode voltar de manhã?
Fiquei feliz pelo atraso no ultrassom. Eu queria Joe comigo para isso. Ele era o pai, o homem que eu amava. Ele deveria estar comigo para ver algo tão mágico. Meu primeiro me deixou apaixonada por um ser que eu nem sabia que existia. Eu tinha certeza de que a experiência iria tocá-lo muito também.
Depois que saímos eu me senti apenas um pouco tonta por causa das recolhas de sangue e Nick me ajudou a entrar no SUV. Eu estava mais do que feliz em entregar as chaves para que ele pudesse dirigir. Uma parada rápida no McDonalds porque eu queria um Big Mac com bacon e estávamos voltando para a casa de praia.
Fiquei feliz de chegar em casa. Eu não podia esperar para falar com Joe sobre ir ao médico comigo na manhã seguinte. A emoção de ver a nossa filha enquanto se movia dentro de mim ia ser um dos maiores momentos da sua vida. Eu tinha certeza disso.
Assim que Nick tinha parado o SUV eu pulei para fora do veículo e praticamente corri para dentro.
— Joe? — Eu chamei o nome dele, mas não havia ninguém na casa. Movimento na praia me chamou a atenção e me virei para ver Joe, Drake e Shane na praia com um grupo de garotas de biquíni.
Minha excitação se evaporou.
Quando me aproximei das portas francesas que levavam para fora para a praia meu coração se abriu. Joe tinha duas das cinco meninas em volta dele. Ele estava rindo e balançando a cabeça para algo que Shane estava dizendo. Peitos que tinham que ser três tamanhos maiores do que os meus esfregaram contra seu peito quando ele sacudiu com o riso.
— Estamos tendo uma festa? — Nick perguntou atrás de mim.
Engoli em torno do nó na minha garganta.
— Parece. Mas eu não acho que fomos convidados. — Desgostosa, me virei e dirigi-me para as escadas. — Então, você vai comigo na parte da manhã?
— Eu pensei que você queria que Joe fosse com você.

— Eu não quero nada do Joe! — Assegurei-lhe enquanto subia as escadas.

Capítulo 13 – The Rocker That Holds Me – MARATONA

Eu não tenho amigas. Fui praticamente criada por quatro roqueiros. Não é de admirar que eu não tenho interesse em compras. Ontem à noite foi a primeira vez que eu alguma vez quis ter um vestido. Este bebê está me fazendo perder a cabeça!
Tudo o que eu quero é me sentir bonita, sexy. Mas não quero perder quem eu sou. Eu não quero vestidos de grife. Provavelmente vomitaria se eu gastasse mais de uma centena de dólares em uma roupa. Então acabei no shopping.
Em um shopping em uma quarta-feira em uma cidade turística... Isso foi uma boa ideia? Não!
Você tem ideia de quantas meninas adolescentes estão em um shopping em uma quarta-feira durante o verão? Bem, eu com certeza não tinha, e acho que Joe não tinha a menor ideia também. Então, quando entramos na loja American Eagle e a menina de vendas que estava de pé com uma camisa meia dobrada em suas mãos gritou eu quase pulei para fora da minha pele, porque não estava esperando isso.
— Ohmeusdeus. Ohmeudeus. Ohmeudeus! — A menina estava na frente de Joe antes que eu pudesse descobrir de onde o grito tinha vindo. — Você é Joe Jonas. — Ela gritou novamente, fazendo com que todo mundo na loja e fora parasse para ver o que estava acontecendo. — Eu sou tipo a sua maior fã de todas. Sou Meg.
Eu sabia naquele momento que não ia conseguir comprar nada naquele dia. Parecia que assim que Meg disse seu nome em voz alta, ele foi cercado por meninas ofegantes. Uma de fato me empurrou para fora do caminho para que ela pudesse chegar até ele. Mãos estavam em cima dele, querendo ter a memória de tocar o roqueiro que provavelmente ocupava seus imaturos sonhos molhados.
Eu tive que esconder meus sentimentos por Joe durante anos. Mesmo quando estava me matando por dentro, eu nunca deixei ninguém ver o quanto me incomodava que vadias o tocassem, ou pior, dormissem com ele. Mas hoje eu não fui capaz de me esconder atrás daquelas paredes que havia construído para momentos como este. Eu estava grávida de seu bebê, porra! Ele havia passado horas fazendo-me gozar em seus braços na noite anterior.
Assim, enquanto ele sorriu, riu e as deixou tocar-lhe, eu me virei e fui embora. Ciúme comeu-me como uma doença e eu estava tão puta por ele deixá-las tocar nele, por deixar que elas me empurrassem para longe como se fosse insignificante. A parte mais racional do meu cérebro tentou desculpá-lo. Tentou me fazer ver que ele estava apenas fazendo o papel, sendo charmoso para suas fãs. Mas quando se tratava da maioria das fãs femininas dos Asas do Demônio eu me perguntava se elas sequer ouviam sua música. Ou era apenas sobre entrar na cama de um roqueiro quente? Pelo que tenho testemunhado ao longo dos anos, o último era mais ao longo das linhas da verdade do que o anterior.
Meu celular começou a tocar Ashes dos Asas do Demônio e eu encarei a maldita coisa na minha mão vendo o rosto de Joe sorrindo para mim na tela do iPhone. Em vez de responder, peguei o elevador e subi para o segundo andar. Eu não poderia enfrentá-lo agora. Não havia como dizer o que eu faria se o visse naquele momento.
Dar um tapa em seu rosto excessivamente bonito? Joelhada nas bolas? Confessar que eu estava obsessivamente apaixonada por ele? De jeito nenhum eu faria isso. Já era ruim o suficiente que ele soubesse o quanto eu o queria.
— Demi? — Eu não olhei sobre o trilho quando o ouvi freneticamente chamando meu nome a partir do nível do solo. Deixe-o se preocupar. Dê-lhe cinco minutos e ele estaria cercado por meninas de novo e eu seria apenas uma reflexão tardia. Foda-se, e foda-se!
Uma loja chamou a minha atenção e eu entrei sem pensar nisso. Agora, este era o meu tipo de loja! Renda preta, correntes, seda e malha. Oh, sim, porra! Havia uma garota temperamental atrás do balcão que levantou a cabeça para franzir a testa para mim quando entrei. Ela tinha algum tipo de revista de rock no balcão à sua frente e depois de decidir que eu não valia a pena o seu tempo voltou para o artigo na frente dela.
Eu me perdi na compra de roupas. Calcinha preta sexy, sutiãs a combinar. Ligas. Um vestido preto que gritava que tinha sido feito para mim. Uma saia com correntes que prendiam as partes juntas. Tops que mostravam meus novos ativos. Sapatos, sapatos e mais sapatos que combinavam com todas as minhas roupas sombriamente quentes.
Me certifiquei de comprar tudo um tamanho maior para que tivesse um pouco de espaço para crescer uma vez que a minha gravidez ia começar a mostrar em breve. E quando tentei sapatos, descobri que um tamanho maior e mais amplo era necessário, mas isso não me surpreendeu. Eu tinha lido sobre os pés de algumas mulheres que cresciam assim quando estavam grávidas. Era estranho, mas verdade.
A garota atrás do balcão me deu um olhar quando eu joguei minhas coisas em cima do balcão.
— Você achou o que estava procurando? — Ela perguntou.
Avaliei seu cabelo tingido de preto, os piercings no nariz e sobrancelha, a tatuagem de um demônio em seu antebraço direito e me senti como se tivesse encontrado uma alma gêmea. Se eu tivesse conhecido esta menina enquanto crescia, ela teria provavelmente acabado minha melhor amiga.
— Tudo o que tenho são jeans e estúpidas camisetas dos Asas do Demônio. Era hora de uma mudança.
Os olhos da moça se estreitaram em mim.
— Camisetas dos Asas do Demônio não são estúpidas. Eu tenho seis.
— Então, você tem gosto excepcionalmente bom para música. Mas eu precisava de algo que gritasse ‘sexy’, não menina do rock. — Ela começou a tocar as minhas roupas e me virei para a prateleira de joias atrás de mim. Havia pequenas coisas baratas, algumas delas apenas 20 dólares no máximo. Mas eram lindas. Um demônio sexy com suas asas e chifres em prata manchada pendurado em uma corrente me chamou a atenção e joguei isso em cima do balcão com o resto das minhas coisas. A prateleira com os anéis de umbigo foi a próxima e encontrei vários que eu gostava. Alguns brilhantes para o nariz e eu tinha terminado.
Havia oito sacos cheios no momento em que a menina terminou de registrar as minhas coisas no computador. Entreguei o cartão de crédito e vi os olhos da garota arregalarem quando viu o nome no cartão.
— Joseph Jonas? — Ela cuspiu e me deu um olhar mais atento. — É você. Eu pensei que você parecia familiar. Você é Demetria Lovato!
Eu sorri para a garota. — Sim.
— Você tem que ser a garota mais legal do maldito mundo. — Ela passou o cartão antes de devolvê-lo. — Eu amo esse cartaz dos Asas dos Demônio com você agarrada ao Nick. Droga, eu mataria para ser você.
Isso fez o sorriso desaparecer.
— Não. Não, você não mataria. — Eu assegurei-lhe. Minha vida podia parecer perfeita agora, mas ninguém jamais deseja a vida que eu tive enquanto crescia. Ninguém merecia esse tipo de infância cheia de pesadelos.
Houve uma comoção do lado de fora da loja e me virei para encontrar três seguranças do lado de fora com um Joe pálido e frenético. Olhei para meu celular e vi que tinha estado na loja por mais de uma hora. Porra! — Joe! — Eu chamei quando ele começou a passar a loja.
Sua cabeça girou e ele moveu-se mais rápido do que eu já tinha visto quando entrou na loja e me puxou contra seu peito. Seu corpo inteiro estava tremendo, seus dedos tremendo enquanto agarravam no meu cabelo e empurravam minha cabeça para trás para encontrar seus olhos azuis.
— Você nunca mais faça isso comigo!
A maioria da minha raiva havia desaparecido enquanto eu estava comprando, por isso levantei-me e dei-lhe um beijo no rosto.
— Pensei que você estava se divertindo demasiado com o clube de fãs para sequer perceber.
Seus olhos se estreitaram.
— Você está com ciúmes?
Eu me afastei dele e me virei para a menina atrás do balcão que estava olhando para Joe maravilhada. Não me incomodava neste momento. Eu sabia que essa menina era uma verdadeira fã da banda, não apenas da aparência dos caras. Eu li seu crachá e dei-lhe um sorriso agradecido.
— Obrigada por toda a ajuda, Beth. Joe, Beth foi uma ajuda imensa hoje. Gastei três mil, sem sequer perceber.
Joe levantou uma sobrancelha, mas ofereceu à menina um sorriso.
— Obrigado, Beth.
Eu retirei um dos tops que tinha acabado de comprar, um cinza, e estendi a mão para o marcador no balcão, ao lado do computador. Eu escrevi meu nome nas costas e depois entreguei o marcador para Joe sem olhar para ele.
— Escreva o seu endereço para mim e eu vou lhe enviar o cartaz que você gosta tanto com os autógrafos dos caras.
— Isso... — Ela balançou a cabeça. — Isso seria fantástico. Obrigada!
Dei de ombros, olhando enquanto ela rabiscava em um pequeno pedaço de papel.

— Não é nada. Eu gosto de conhecer os verdadeiros fãs dos Asas do Demônio. Obrigada novamente. — Joe pegou os oito sacos e me seguiu para fora da loja com uma piscadela para a garota.

Sobre a Maratona

Gente... me ocorreu agora que a fic toda só tem 15 capítulos + epílogo '-' pois é, é uma mini fic praticamente, como eu tinha tido bem anteriormente, mas eu meio que me esqueci completamente... Me desculpem por isso. Ou seja, se eu fizer uma maratona, acaba a fic. Vão querer ela mesmo assim? Tentem responder o mais rápido que puderem, obrigada :*

Capítulo 12 – The Rocker That Holds Me + Aviso

Como eu não tinha roupa para vestir?
Eu tenho jeans, camisetas e roupas íntimas. Mas não tenho nada que eu consideraria sexy ou digno de um encontro. Os jeans eram caros, mas velhos, com rasgos que não deveriam estar lá, e desgastados de tantas lavagens. Minhas camisas eram todas camisetas e nove em cada dez tinham logos dos Asas do Demônio. Meus sutiãs e calcinhas eram todos de algodão e as coisas menos sensuais que eu já vi.
Com um soluço, eu deito de costas na minha cama e olho para o meu desastre de um quarto. Todas as minhas roupas tinham sido lançadas de minhas malas ao redor do quarto. Havia até mesmo um sutiã pendurado na cabeceira da minha cama.
Eu não posso ir no meu primeiro encontro com Joe, porra, meu primeiro encontro de sempre, em jeans e uma camiseta!
Houve uma batida afiada na porta fechada do meu quarto antes de ela abrir e Joe enfiar a cabeça dentro.
— Hey baby, você está pronta..? — Sua voz sumiu e seus olhos ficaram enormes quando viu a bagunça que eu tinha feito no meu quarto nos últimos 15 minutos. — D?
Outro soluço escapou de mim.
— Não tenho nada para vestir.
Suas sobrancelhas subiram dessa maneira adorável que eu amo tanto e ele entrou totalmente no quarto.
— Seu quarto sugere diferente, querida. Qual é o problema?
— Tudo o que tenho são jeans estúpidos e a maioria das minhas camisas têm logotipos dos Asas do Demônio. Eu não tenho nem um fodido vestido! Nem mesmo uma saia. Todas as minhas calcinhas são feitas de algodão e meus sutiãs são chatos. — Eu peguei meu travesseiro e abracei-o contra meu peito.
Ele inclinou a cabeça para o lado.
— E você quer um vestido e saias, e roupas íntimas que não são chatas? Embora, para dizer a verdade esse sutiã pendurado na cabeceira da cama é fodidamente quente.
Atirei-lhe um olhar.
— Eu quero algo que possa usar em nosso encontro e que você vai querer arrancar de mim com seus dentes. Eu quero ser sexy!
Suas narinas dilataram e ele se virou de costas. Antes que eu pudesse pensar sobre o que ele estava fazendo, ele havia trancado a porta atrás dele e de repente estava na minha frente.
— Levante-se, D. — Quando eu não me movi, ele pegou minha mão e me puxou para os meus pés. Dedos suaves levantaram meu queixo, forçando-me a encontrar aquele olhar azul-gelo intenso dele. — Eu já menti para você, bebê?
Mordendo os lábios, eu balancei a cabeça. Joe sempre me disse a verdade. Talvez ele tivesse mantido coisas de mim, mas nunca mentiu para mim. Nunca.
— Então, me escute, porque não quero me repetir, ok? — Eu assenti, cativada pela forma como ele estava olhando para mim de seus 1.92 metros de altura. — Você é a mulher mais sexy que eu já conheci. Você não precisa de mais do que um par de jeans rasgados, camisa desgastada e calcinhas esfarrapadas para eu querer tirá-los com os dentes. Porra garota, você me faz duro só por estar na mesma sala. Se eu sentir o seu perfume, ou o que seja que você usa que te faz ter um cheiro tão incrível, eu não posso andar em linha reta.
Eu esqueci de como respirar. Todo o meu poder cerebral estava focado em seus lábios enquanto formavam essas palavras profundamente e loucamente cativantes.
— Se você quer essas coisas, então vamos buscá-las. Hoje à noite, amanhã. Quando você quiser. Mas não as compre a menos que você queira, porque eu te quero mais agora nessa camisa grande demais e jeans do que eu jamais faria em algum vestido ou lingerie.
— M-mesmo?
— Mesmo. — Ele traçou a faixa da cintura da calça, fazendo minha cabeça nadar com desejo. — Então o que você quer, D? Quer que eu te leve às compras?
— Sim. — Porque eu ainda não me sentia sexy, apesar de suas palavras. Minha língua lambeu meus lábios ressecados. — Mas... amanhã.
— Amanhã? — Sua voz baixou, assumindo essa qualidade sedutora e lembrei-me da nossa noite juntos roubada. — Portanto, o nosso encontro está cancelado?
Eu balancei a cabeça.
— Não, eu só quero pular o jantar e avançar para o beijo de boa noite. — E dessa vez eu queria aproveitar o fato de que ele realmente sabia que era eu que ele estava beijando. — E talvez ver como você é talentoso em despir-me com esses dentes.
Ele me deu um sorriso predatório, fazendo-me estremecer deliciosamente.
— Eu acho que posso agradar a senhora.
Tudo bem, eu vou ser a primeira a dizer que fazer sexo com Joe não foi uma ideia inteligente. Mas, caramba, se não foi a melhor ideia que eu já tive... Esse homem tem talento, isso eu sabia desde a nossa primeira noite juntos. O homem pode usar sua língua de uma forma que me faz implorar por misericórdia.
Nossa primeira noite juntos não foi nada como a noite passada. Talvez fosse porque eu não tinha que me sentir culpada por tirar vantagem. Ou ter que esconder o que eu realmente sentia por ele. Talvez fosse porque desta vez ele estava sóbrio e gritou meu nome quando gozou, em vez de 'baby'. Ou talvez fosse porque depois, em vez de desmaiar, ele virou-me para que as minhas costas ficassem contra seu peito e abraçou-me até que eu adormeci em seus braços.
Seja qual for a razão, era mágico e eu acordei na manhã seguinte com a sensação de que podia flutuar. Ele ainda estava pressionado contra minhas costas, com uma mão em concha no meu peito e a outra protetora sobre onde nossa filha crescia na minha barriga. Era a maneira perfeita de acordar e eu queria isso todos os dias pelo resto da minha vida.
Lábios quentes acariciaram minha nuca.
— Bom dia, querida. — Ele respirou no meu ouvido. — Como você dormiu?
— Se eu disser que foi a melhor noite de sono que já tive você acreditaria em mim?
Senti seu sorriso em meu ombro.
— Sim, porque essa também foi uma das melhores noites de sono que já tive.
Eu não estava exatamente feliz com a sua resposta. Me virando em seus braços, agarrei o queixo dele e encontrei seus olhos sorridentes.
Uma das melhores?
Ele acenou com a cabeça.
— Sim.
Meus olhos verdes se estreitaram.
— Quais foram as outras?
Ele sorriu.
— Deixe-me ver... Há algumas semanas atrás, quando você deslizou ao meu lado no ônibus. Quando você não conseguia dormir no ano passado e passou a noite em meu quarto de hotel a falar comigo até que eu adormeci... — Ele encolheu os ombros. — Todas parecem envolver você dormindo em meus braços.
Ok, então eu estava decisivamente mais feliz com essa resposta. Poucas mulheres não estariam, especialmente quando alguém tão pecaminosamente sexy como Joseph Jonas dizia essas coisas para ela! — Eu não sei por que mantenho você por perto às vezes, senhor.
Ele bateu os cílios grossos para mim e fiquei paralisada por um momento pela beleza deles ao fazerem de cortinas sobre seus olhos de azul-gelo. Deus, eu mataria por cílios assim! Vários tons mais escuros do que o seu cabelo, eles eram magníficos. Não era justo que seus olhos fossem tão bonitos.
— Vamos tomar um banho, bebê. Estou morrendo de fome.
Com a sugestão de levantar e comer, meu estômago roncou. Joe sorriu para mim.
— Que tal um pouco de bacon?
Eu ri.
— Eu vou acabar odiando bacon antes de tudo isso acabar.

— Provavelmente. — Ele me beijou, rápido e profundamente, mas não menos potente. — Agora levante essa bunda sexy para que possamos comer. Eu preciso de comida, mulher. Comida.

~*~

Aviso: Hoje, (domingo) a tarde ou a noite, - não sei ainda - farei o possível para postar uma maratona pra vocês, ok?! ;D Obrigada pelos 9 comentários *---* amo vocês, cara <33 
Parece que eu estou mais ocupada nessas férias do que quando eu estava ainda em período de aula --' pois, é kkkkkk mas estou tentando dar um jeito nisso ;)

Comentem, beijos ;D <3

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Capítulo 11 – The Rocker That Holds Me – MARATONA

Com a barriga cheia do grão de Nick, que saiu muito espetacular mesmo não tendo o gosto do da minha mãe, eu decidi passar o resto da manhã deitada na praia. Tínhamos cerca de 500 metros de praia privada e eu aproveitei.
Drake trouxe uma espreguiçadeira para mim enquanto eu pegava um guarda-sol para que não tivesse excesso de exposição solar. Com um livro na mão e uma garrafa de água fria na outra, eu estava pronta. Tinha pego o livro ‘O que esperar quando se está Grávida’ um dia antes no aeroporto, mas não tinha avançado das primeiras páginas.
Dizer que eu estava apavorada com o bebê era um eufemismo pequeno. Mas eu estava lidando com isso. Pelo menos estava me sentindo melhor hoje do que tinha me sentido pelo que parecia uma eternidade. Minhas náuseas pareceram se acalmar e mesmo que eu estivesse cansada, me sentia mais descansada.
Os caras me deixaram sozinha por um tempo. Drake murmurou algo sobre voltar para a cama depois de ter tão gentilmente levado a espreguiçadeira pesada para mim. Estava feliz por ter um tempo só para mim - eu raramente tinha. Era bom apenas me esticar, com o sol quente em mim e não ter que me preocupar com os meus rapazes.
Ao meio-dia, joguei o meu livro na espreguiçadeira e me levantei. Me senti como se estivesse morrendo de fome e o pensamento de um sanduíche de queijo grelhado com molho de tomate e bacon soou celestial. Quando entrei na casa pela porta lateral que levava para a sala, eu encontrei Shane e Joe assistindo Sports Center na tela plana de 90 polegadas contra a parede oposta.
— Vocês estão com fome? — Eu perguntei quando passei por eles no meu caminho para o banheiro. Eu precisava fazer xixi como... Bem, como uma mulher grávida! Minha bexiga parecia que era do tamanho de uma melancia de tão cheia.
— Eu poderia comer. — Shane disse. — O que você está fazendo?
— Sanduíches. — Falei, correndo para o banheiro. Quando me sentei, me senti tão bem por me aliviar que realmente gemi.
Depois que eu lavei as minhas mãos, fui direto para a cozinha e comecei a fritar mais bacon. Acho que essa ia ser minha comida de grávida, mas eu estava bem com isso. Bacon é impressionante! Eu fiz um prato de sanduíches. BLTs (sanduíche de bacon, alface e tomate), queijo grelhado, presunto de peru. Eu estava empurrando uma tira de bacon em minha boca quando Joe entrou.
— Deus, cheira bem aqui. — Ele tirou uma cerveja da geladeira e tirou a tampa. — Esse ar do oceano faz um homem ter fome.
Revirei os olhos para ele, sorrindo.
— Sério? E quando você saiu para cheirar o ar do oceano? — Ele sorriu timidamente e pegou um BLT. — Comilão.
— Como posso evitar se você faz os melhores sanduíches do mundo? — Ele me puxou para perto com a mão livre. Aqueles olhos azuis-gelo capturaram os meus e eu fiquei aprisionada em suas profundezas bonitas.
Sua mão acariciou meu lado, fazendo meu coração parar. Eu não estava acostumada a Joe me tocando assim. Eu desejava, sim. Mas até aquele momento nunca tinha pensado que eu receberia seu toque dessa forma. Quando sua mão deslizou sobre meu quadril, aquele com a minha tatuagem, e me puxou para mais perto de seu lado, fui de bom grado.
Eu levantei a mão e toquei-lhe o peito. Seu coração estava disparado. O calor de sua pele me queimava e eu me inclinei, querendo provar a pele exposta por sua camiseta logo acima de sua clavícula. Eu queria lamber seu pescoço e mordiscar sua orelha. Eu queria...
— Almoço. — Drake esfregou as mãos quando entrou na cozinha, com o cabelo louco de sua longa soneca. — Incrível, eu não como um sanduíche de queijo grelhado há séculos.
Sentindo-me fraca, me afastei de Joe. Ele baixou a mão para o seu lado, sua mandíbula apertada. Preparei um prato para Drake e entreguei-lhe um saco de batatas fritas antes de preparar meu próprio sanduíche. Meu coração estava loucamente acelerado e os meus dedos tremiam enquanto eu empilhava bacon e tomate no meu sanduíche de queijo grelhado.
Os outros entraram e todos nós sentamos para outra refeição juntos. Isso era legal, realmente maravilhoso. Nós raramente tínhamos refeições como esta. Era sempre pegar a comida e partir, nunca caseiro, e nunca juntos. Estas férias já valiam cada centavo que eu tinha odiado gastar.
Sestas são maravilhosas. O sono é divino.
Eu dormi mais nos últimos dois dias do que eu tinha dormido em semanas. Ontem eu adormeci na minha espreguiçadeira depois do almoço. Então, esta manhã, eu dormi até meio-dia depois de ir para a cama às oito horas na noite anterior. Agora é quase três da tarde e os meus olhos já estão se sentindo pesados.
Bocejando joguei o meu livro sobre a toalha de praia ao lado de minha espreguiçadeira e estiquei meus braços acima da cabeça. Quando o faço, o material do meu top de biquíni estica e vejo algo que não tinha notado até aquele momento. Meus peitos estão enormes! Eles estão pelo menos um tamanho de sutiã acima do que o que eu usava normalmente. Esta notícia me encanta e eu sorrio quando fecho os olhos. Essa coisa da gravidez não é tão ruim assim...
Gotas frias atingem minha pele e eu grito quando me sento na espreguiçadeira, tirada do meu sono feliz. Encarando Joe, eu empurro meus óculos de sol acima do meu rosto e para o meu cabelo.
— Idiota!
Ele riu daquela maneira profunda e deliciosamente sexy e caiu ao lado de mim na espreguiçadeira. Seus calções de banho molhados pressionam contra a minha coxa nua e quente e eu bati no estômago dele.
— Você está gelado, Joe. A água realmente está assim fria?
— Nah. Parece bom para mim. — Ele pegou meus óculos da minha cabeça e puxou-os sobre os seus olhos. — Isso é bom. — Ele moveu o braço para que minha cabeça ficasse usando seu ombro como travesseiro em vez da toalha de praia enrolada que eu estava usando. O peito dele estava frio para mim, mas me aconcheguei mais até que minha cabeça estava em seu peito. — Vamos comprar uma casa na praia. Não essa, mas algo semelhante. Maior.
Deixo meu braço ir em volta de sua cintura, contente por estar em seus braços.
— Sério?
Ele acenou com a cabeça.
— Eu gosto da praia. E você parece feliz aqui. Nós não podemos viver em um ônibus de turnê e quartos de hotel para sempre, D. Especialmente agora. — Seus dedos acariciaram para cima e para baixo do meu braço. — Gostaria de viver na Flórida ou na Califórnia?
— Eu não me importo. — E não me importava mesmo. Enquanto eu tivesse todos que eu amava comigo, poderia ter vivido em uma caixa de papelão.
— Eu vou ligar mais tarde para Rich e pedir para ele encontrar-nos um corretor de imóveis. Eu quero que a gente tenha a nossa própria casa antes do verão acabar. E quero dizer-lhe que a tour de outono está cancelada. Nós não podemos viajar tanto com você grávida de sete meses.
Minha cabeça se levantou. 
— Espere. O quê? Você não pode cancelar a tour.
— Claro que posso. Você não pode fazer uma tour com a gente grávida, Demi. E eu não vou deixar você em casa assim. Rich vai superar isso. — Ele fez soar tão razoável, mas só me fez sentir culpada. Ele estava cancelando algo enorme, por mim. Eu não podia deixá-lo fazer sacrifícios como esse.
— Joe...
Ele empurrou meus óculos em seu cabelo.
— Não discuta comigo, Demi. Nada que você diga vai mudar minha mente. Há coisas mais importantes do que uma tour estúpida.
Eu acho que me apaixonei por ele mais uma vez naquele momento. Não pude evitar o sorriso que se espalhou pelo meu rosto quando voltei a descansar minha cabeça contra seu peito duro e musculoso.
— Tudo o que você quiser, Joe.
— É isso mesmo, mulher. — Nós rimos e então senti seus lábios no meu cabelo. — Vamos tirar uma soneca. Estou exausto.
— Boa ideia. — Mudei para que a minha perna estivesse entrelaçada com as suas.
— Então, podemos ir jantar. — Seus dedos enrolaram no meu cabelo quando ele massageou meu couro cabeludo. — Só eu e você.
Isso fez minha cabeça subir novamente.
— Como... um encontro?
Havia um sorriso em seus lábios feitos-para-beijar e perfeitos.
— Exatamente como um encontro, baby.

~*~

Esse foi o ultimo ^^ Até depois, amores. 
Comentem bastante para garantir a próxima Maratona cheia de capítulos ;D
Beijos :*